Segunda-Feira , 25 de Setembro de 2017

Política

Perfil político-ideológico imposto pelo MPF nessas apurações tem ficado evidente, diz Renan

Em 20/04/2017 , às 15h03 -

Imagem: Divulgação  (Imagem:Divulgação)
 O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), subiu o tom novamente contra os responsáveis pela Operação Lava Jato. Em discurso na tribuna do plenário, nesta quinta-feira, 20, Renan afirmou que o "perfil político-ideológico imposto pelo Ministério Público Federal nessas apurações tem ficado evidente". Para o parlamentar, há um "arrastão para desmoralizar homens públicos de bem", baseados em "insinuações maliciosas, inculpações precárias e acusações débeis".

"Denúncias precárias e pedidos de abertura de novos inquéritos surgem exatamente quando o Congresso se debruça sobre o projeto de lei que pune o abuso de autoridade e busca soluções para a sangria salarial provocada pelos auxílios inconstitucionais auferidos pelos membros do Ministério Público. São iniquidades contra o Parlamento", acusou.

Nesta terça-feira, três procuradores da força-tarefa da Lava Jato publicaram um vídeo nas redes sociais com críticas ao relatório apresentado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) sobre a lei do abuso. Renan considera que a iniciativa "deforma a realidade e confunde a população" sobre o teor do projeto. Requião rejeitou o texto de Renan acerca do tema e propôs um substitutivo à proposta alternativa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com diversas alterações.

Renan focou boa parte do seu discurso para criticar os acordos de delação premiada. "Delações bastam para MP acusar, lançando parlamentares na vala comum da corrupção", afirmou. Na semana passada, os depoimentos de dezenas de executivos da maior empreiteira do País, a Odebrecht, se tornaram públicos. O conteúdo baseou a abertura de inquérito contra 24 senadores no Supremo Tribunal Federal (STF). O líder do PMDB foi alvo de quatro processos de investigação. Fonte: Estadão

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