Sábado , 23 de Setembro de 2017

Nacional

Juiz do DF reavalia decisão e suspende acordo de leniência da J&F

Vallisney de Souza validou acordo, mas o condicionou a uma decisão do STF sobre as delações de executivos do grupo

Em 11/09/2017 , às 18h20 -

 Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília
Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarxxx(Imagem:Divulgação)

 O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, suspendeu nesta segunda-feira (11) o acordo de leniência firmado entre o grupo J&F e o Ministério Público Federal.

Vallisney validou o acordo de leniência na semana passada, mas condicionou a validação a uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre as delações dos executivos do grupo.

No fim de semana, o ministro do STF Luiz Edson Fachin determinou a suspensão provisória de parte dos benefícios previstos na colaboração premiada, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal.

Nesta segunda, o juiz, então, reavaliou o caso e decidiu suspender o acordo para que a leniência não produza efeitos até uma decisão final do STF sobre o caso.

O magistrado considerou que os fatos novos sobre as delações de executivos da J&F exigiram a reavaliação do acordo de leniência.

No acordo, a J&F havia acertado o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões em 25 anos em troca de não ser alvo de ações do Ministério Público.

Entenda o caso

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou na semana passada a revisão do acordo de delação de executivos da J&F. O objetivo era apurar se os delatores omitiram informações.

Janot disse que a medida foi tomada em razão de novo áudio entregue pelos próprios delatores cujo conteúdo era "gravíssimo".

Joesley Batista, um dos donos da J&F, e Ricardo Saud, executivo da empresa, foram presos nesta semana e os benefícios das delações deles, provisoriamente suspensos.

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