Segunda-Feira , 16 de Outubro de 2017

Política

Doria: Não há a menor hipótese de disputar prévias com Alckmin

Em 21/07/2017 , às 15h07 -

Imagem: Divulgação   (Imagem:Divulgação )
 O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), descartou qualquer possibilidade de disputar prévias contra o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), para definir o candidato tucano que disputará as eleições presidenciais de 2018. Ele também defendeu a saída imediata do senador Aécio Neves (PSDB-MG) da presidência do partido.

Nos últimos dias cresceram os boatos de que Alckmin poderia convocar prévias para barrar a ascensão de Doria no PSDB. “Eu quero deixar bem claro, reto e direto. Não disputo com Geraldo Alckmin. Ele é um nome que me ajudou e me apoiou. É meu amigo há 37 anos. Jamais faria um ato dessa natureza, de rebeldia. Não vou disputar prévias com Geraldo Alckmin, não há a menor hipótese. Primeiro que não sou candidato a nada para disputar nada. Depois, não me vejo nessa condição”, afirmou.

As declarações de Doria foram dadas em seu programa Olho no Olho, transmitido pelo prefeito por meio de seus perfis nas redes sociais. O tucano disse que poderá avaliar várias circunstâncias no futuro, mas reforçou que nenhuma o fará concorrer pela indicação com Alckmin. “Você não joga uma relação de 37 anos no lixo por nada.”

Doria também comentou sobre a situação do PSDB e cobrou eleições para substituir Aécio Neves na presidência do partido. O senador está afastado da liderança tucana desde que vieram à tona os grampos feitos pelo empresário Joesley Batista, da JBS. Aécio, que responde a nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), teria pedido a Joesley 2 milhões de reais em propinas.

“Está na hora de mudar a direção do PSDB. Não desrespeito o senador Aécio Neves, reconheço sua biografia e sua história, mas eu entendo que não faz o menor sentido termos o Aécio, ainda que seja um presidente afastado ou licenciado, diante de uma situação tão grave para o país”, afirmou Doria.

O prefeito cobrou eleições para formar uma nova Executiva Nacional no partido e criticou a postura de quadros históricos da legenda, como o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman e o suplente do senador José Serra (PSDB-SP), José Anibal.

“O que faz o Zé Anibal lá? Ele não tem mandato, não tem votos, e está na Executiva. O Alberto Goldman não tem voto, não tem mandato, e está na Executiva. Agora, jovens parlamentares do PSDB, que têm posições aguerridas no Congresso Nacional, não tem voz na Executiva. E os prefeitos não têm voz. Temos que fazer eleições, reproduzir um pensamento e um sentimento mais democrático e jovem para o PSDB”, declarou. Fonte: VEJA.com

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