Política
Deputados pressionam Dilma por liberação de verba para emendas
Irritados, congressistas ameaçam votar projetos de impacto nas contas públicas
Em 29/06/2012 , às 07h37 -
BRASÍLIA - Irritada com a tentativa de aprovar, no plenário da Câmara, projetos com potencial de provocar enorme impacto nas contas públicas, a presidente Dilma Rousseff telefonou na quarta-feira à noite para o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), e marcou um jantar com ele semana que vem.
A pauta-bomba foi montada pelo petista com os líderes partidários. Os deputados estão insatisfeitos com a demora na liberação de emendas parlamentares, e o governo só tem até o dia 6 para fazer esses pagamentos, por causa das restrições impostas pela Justiça Eleitoral.
O governo conseguiu impedir a votação dos projetos na Câmara esta semana, mas continuam na pauta a redução de 42 para 30 horas semanais a jornada de trabalho de enfermeiros, a criação de adicional de periculosidade para vigilantes e o fim do fator previdenciário. É sobre tudo isso que Dilma quer conversar com Marco Maia. Até porque atendeu recentemente a uma demanda antiga dele: a liberação de R$ 150 milhões para o aumento da verba de gabinete dos deputados, para que ele pudesse cumprir promessa de sua campanha para a presidência da Câmara.
Conflito entre presidente e Marco Maia é antigo
Essa não é a primeira vez que Maia tira Dilma do sério. A presidente ficou furiosa em fevereiro quando, num rompante, o presidente da Câmara suspendeu a votação do projeto que criava o Fundo de Previdência Complementar do Funcionalismo (Funpresp), uma das prioridades do governo, porque perdera um cargo no Banco do Brasil.
Na quarta-feira, ministros do governo tiveram que entrar em campo para negociar com os líderes partidários e impedir as votações polêmicas. Agora, a favor do governo conta o fato de que a pauta da Câmara está trancada por medidas provisórias e deve permanecer assim até o início do recesso parlamentar, dia 18.
— Na semana que vem nós vamos ter muitas medidas provisórias trancando a pauta da Câmara. Então, eu acredito que a semana que vem a prioridade será a votação das medidas provisórias — disse ontem a ministra Ideli Salvatti, repetindo o discurso da véspera: — Toda e qualquer medida que, neste momento, significar aumento de gastos, teremos de trabalhar com muito cuidado.
A pauta-bomba foi montada pelo petista com os líderes partidários. Os deputados estão insatisfeitos com a demora na liberação de emendas parlamentares, e o governo só tem até o dia 6 para fazer esses pagamentos, por causa das restrições impostas pela Justiça Eleitoral.
O governo conseguiu impedir a votação dos projetos na Câmara esta semana, mas continuam na pauta a redução de 42 para 30 horas semanais a jornada de trabalho de enfermeiros, a criação de adicional de periculosidade para vigilantes e o fim do fator previdenciário. É sobre tudo isso que Dilma quer conversar com Marco Maia. Até porque atendeu recentemente a uma demanda antiga dele: a liberação de R$ 150 milhões para o aumento da verba de gabinete dos deputados, para que ele pudesse cumprir promessa de sua campanha para a presidência da Câmara.
Conflito entre presidente e Marco Maia é antigo
Essa não é a primeira vez que Maia tira Dilma do sério. A presidente ficou furiosa em fevereiro quando, num rompante, o presidente da Câmara suspendeu a votação do projeto que criava o Fundo de Previdência Complementar do Funcionalismo (Funpresp), uma das prioridades do governo, porque perdera um cargo no Banco do Brasil.
Na quarta-feira, ministros do governo tiveram que entrar em campo para negociar com os líderes partidários e impedir as votações polêmicas. Agora, a favor do governo conta o fato de que a pauta da Câmara está trancada por medidas provisórias e deve permanecer assim até o início do recesso parlamentar, dia 18.
— Na semana que vem nós vamos ter muitas medidas provisórias trancando a pauta da Câmara. Então, eu acredito que a semana que vem a prioridade será a votação das medidas provisórias — disse ontem a ministra Ideli Salvatti, repetindo o discurso da véspera: — Toda e qualquer medida que, neste momento, significar aumento de gastos, teremos de trabalhar com muito cuidado.