
A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que o vestígio encontrado na Range Rover do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, é sangue humano. A informação foi passada pela Rede Record em Minas Gerais.
Fontes da polícia haviam informado que os primeiros exames realizados dentro do sítio de Bruno, em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte, na última segunda-feira (29), não mostravam vestígios de sangue, mas que novos exames poderiam mudar a situação nesta quarta.
Bruno é o principal suspeito pelo desaparecimento da ex-namorada Eliza Samudio. O caseiro do sítio do goleiro disse que viu Eliza, desaparecida há três semanas, no sítio do jogador há 15 dias e por três vezes. Segundo a testemunha, o goleiro estava na casa na época em que ela foi vista.
Na ocasião, a estudante usava um short azul e uma blusa branca, e estava perto da piscina, junto com Bruno e mais dois homens, de acordo com o caseiro.
Na terça-feira (28), a polícia confirmou que encontrou vestígios no carro do goleiro, que poderiam ser sangue. Segundo o delegado Edson Moreira, chefe do DHPP-MG (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa da Polícia de Minas Gerais). A polícia disse que também encontrou vestígios que podem ser de sangue em objetos recolhidos no sítio do goleiro do Flamengo.
De acordo com as investigações, a suspeita é de que o motorista de Bruno, Cleyton da Silva Gonçalves, e outros homens que ocupavam a Range Rover apreendida pela polícia, eram amigos do jogador, conhecidos como Macarrão, Russo e Negão. Russo é suspeito de ter feito ameaças armadas contra a modelo Eliza, no Rio de Janeiro.
Outro lado das investigações da polícia é o rastreamento de um telefone que era usado por Eliza Samudio, antes de seu desaparecimento. Foi pedida a quebra do sigilo telefônico dela. A modelo teria feito o último contato com uma amiga do Rio de Janeiro no dia 6 deste mês, por meio de um celular de um homem não identificado. O aparelho dela está desaparecido, mas a polícia tenta rastrear as ligações feitas por ela por outros números de pessoas amigas, buscando indícios sobre o que pode ter acontecido.
O delegado explica que Eliza estava com um processo de reconhecimento de paternidade no Rio de Janeiro.
- Ela era muito cuidadosa com o filho e desapareceu. O estranho é que ela estava com um processo de reconhecimento de paternidade para tentar provar que o jogador era o pai de seu filho, e se ganhar o processo poderá receber uma pensão de R$ 10 mil, ou R$ 20 mil. Então, o caso tem que ser investigado. Mas, indícios de que ela tenha sido assassinada não existem até agora.
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