Um guarda municipal de Campinas, a 93 quilômetros de São Paulo, morreu no domingo (17) após ser baleado por um fugitivo da polícia que ele tinha acabado de prender. O suspeito conseguiu pegar a arma de um dos guardas após pedir para que eles afrouxassem sua algema.
A vítima, de 33 anos, trabalhava na Guarda Municipal da cidade há 10 anos. Foi a primeira vez que um funcionário da corporação morreu em serviço. Ele estava com outro colega em um carro da guarda quando abordou um usuário de drogas fugitivo da polícia. O suspeito foi levado para o carro.
O preso pediu para afrouxar a algema. Foi o momento em que ele tirou a arma de um dos guardas e disparou cinco vezes. Dois tiros atingiram a vítima, que morreu após passar por uma cirurgia.
“Isso acontece em algumas situações, e vai muito do momento, da guarnição da equipe que está ali, para atender ou não essa solicitação”, explicou o comandante da guarda, Wagner Alves de Carvalho, sobre o procedimento de afrouxar as algemas.
Outro ponto que será avaliado pela corporação é o colete usado pelo guarda que foi morto. “Se nós olharmos a disposição do colete, ele não abarca realmente toda a parte do tronco”, disse o comandante.
O preso foi levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Hortolândia, a 109 quilômetros de São Paulo.
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