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Sábado, 4 de setembro de 2010

Copa das Confederações: Brasil vence a Itália pelo placar de 3 a 0

21/06/2009 17:23h

Pretória, África do Su) - O Brasil tinha dois objetivos neste domingo. Selar a classificação para as semifinais da Copa das Confederações e eliminar a Itália, potencial adversária na luta pelo título. Mas a seleção fez mais do que isso. Com contra-ataques mortais e um ótimo primeiro tempo, fez 3 a 0 no jogo disputado em Pretória, na África do Sul.

Com isso, a equipe de Dunga encerrou sua participação no Grupo B com três vitórias, campanha idêntica a da Espanha, melhor time da outra chave. A equipe brasileira, no entanto, teve um saldo de gols inferior sete, contra oito da vencedora da última Eurocopa.

Os dois países vão às semifinais do torneio como favoritos. Na quinta-feira, o Brasil joga contra a anfitriã África do Sul, do técnico Joel Santana. Na quarta, a Espanha encara os Estados Unidos, que ficaram com a outra vaga do grupo brasileiro ao marcarem 3 a 0 no Egito.

A Itália vinha de uma inesperada derrota contra o Egito, resultado que complicou sua situação na fase da Copa das Confederações. Mesmo vencendo o Brasil, a Itália poderia acabar eliminada da competição assim como poderia avançar em caso de derrota.

Além da necessidade de vencer para ter mais chance de classificação, a seleção italiana foi a campo neste domingo motivada pelo sentimento de revanche. No último encontro entre os dois maiores vencedores da Copa do Mundo, um amistoso em fevereiro, o Brasil havia vencido por 2 a 0.

O Brasil, aliás, não perde para a atual campeã mundial desde a eliminação na Copa-1982. Antes da partida de hoje, haviam sido quatro encontros, com duas vitórias e dois empates um deles, na final da Copa-1994, quando o time nacional levou a melhor nos pênaltis.

Satisfeito com o bom desempenho da equipe brasileira no 3 a 0 sobre os Estados Unidos, Dunga manteve os laterais Maicon e André Santos e o meia Ramires como titulares. O zagueiro são-paulino Miranda, que foi escalado na quinta, deixou o time para a volta de Juan.

Mesmo podendo perder por um gol de diferença para avançar à semifinais sem depender do resultado do confronto entre Egito e Estados Unidos, o Brasil teve a primeira chance de gol da partida. Aos 6min, Luís Fabiano abriu para Ramires na direita, que bateu cruzado e acertou a trave de Buffon.

O lance foi uma tônica do início do jogo. A seleção brasileira controlava a posse de bola e conseguia passar sem muitos problemas por Cannavaro e Chiellini, que formaram a dupla de zaga italiana.

Aos 24min, o zagueiro Juan sentiu um problema físico e precisou ser substituído. Dunga escolheu Luisão para entrar no gramado, preterindo assim Miranda, que havia atuado na última partida.

O Brasil acertou mais uma bola na trave aos 33min. Lúcio deu um belo corte em Iaquinta pela esquerda e bateu pelo meio da área. A bola acertou em De Rossi e tocou na trave esquerda italiana. Pouco depois, Buffon pegou outra finalização do zagueiro do Bayern de Munique.

Aos 37min, enfim, o gol. Maicon fez jogada pela direita e chutou. A bola parou em Luís Fabiano, em posição legal, que chutou cruzado e rasteiro para colocar a seleção à frente do marcador.

Seis minutos depois, um contra-ataque rápido fez com que o time brasileiro ampliasse. Kaká e Robinho saíram em velocidade, De Rossi deu um carrinho errado dentro da área e Luís Fabiano tocou para o gol.

Logo na sequência, o Brasil fez mais um. Com a defesa italiana aberta, Robinho cruzou para a área. Dossena tentou cortar o passe e acabou marcando contra.

Ainda almejando a classificação, a Itália voltou para a segunda etapa mais ofensiva, com o atacante Simone Pepe no lugar do meia Montolivo. Com isso, os espaços para contra-ataques aumentaram, mas o time europeu também cresceu de rendimento.

E aí começou a aparecer Júlio César. O goleiro da Inter de Milão fez várias defesas em finalizações de média distância dos italianos, que pressionavam a defesa brasileira com até quatro jogadores de ataque.

A melhor chance italiana aconteceu aos 30min, em rara falha do goleiro brasileiro. De Rossi teve o gol vazio pela frente, rolou para Pepe, que chutou e acertou uma recomposta defesa da seleção.  

Fonte : Folha Online
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