Analisar o Brasil é uma árdua tarefa. A análise de uma sociedade não pode ser feita com única visão, generalizando e homogeneizando o país como um todo. Quando pesquisamos sobre este imenso Brasil, encontramos vários autores que afirmam que o Brasil não é um só, mas e sim um país com diferentes especificidades.
Há diferenças de região para região, de Estado para Estado, de cidade para cidade, de bairros para bairros, de classe social para classe social entre outros.Mas, vamos falar da nossa querida cidade João Lisboa. Onde, hoje, se encontra na vergonhosa posição de ser o estado mais pobre do Brasil. Fruto de grupos políticos que sugaram (e ainda sugam) nossas riquezas em benefício próprio.Cidades pobres. População miserável.
Hoje observamos “Duas Joãolisboas” onde há uma João Lisboa “pobre de espírito”, conformada em ser dirigida e outro composto de gente que exerce seu poder sobre as pessoas, ou melhor dizendo, essa João Lisboa é composta de uma minoria “dirigente” e de uma massa pobre alienada e “dirigida”. Ou seja: “Uma João Lisboa ignorante, que faz dessa ignorância fonte de poder e lucro. Uma João Lisboa onde regras têm pouco significado, onde o que vale é tirar proveito. É a famosa malandragem. A João Lisboa dos Pocotós. A outra João Lisboa é composta de gente que exerce seu poder de escolha. É uma João Lisboa intelectualizada naquilo que essa palavra tem de mais importante: a sede pelo conhecimento. Uma João Lisboa que tem bom gosto, que consome cultura, que respeita regras e que em nada difere de outras cidades mais ‘desenvolvidas’”.
Para a elaboração deste artigo, caminhamos para o campo econômico e discutimos um pouco da conjuntura econômica pela qual João Lisboa vem atravessando. Hoje, temos uma João Lisboa com um campo industrial muito bom, o qual vem crescendo muito pouco ou até se apresenta em queda, enquanto o mercado da madeira, grande legado joãolisboense, cresce aceleradamente. Setores importadores que empregam pouca mão-de-obra. Ou seja, uma cidade industrial mais que não oferece emprego para sua população. Vai entender. Talvez seja o mercado. Ou nossa ignorância, em não saber transformar um pedaço de madeira em uma cadeira ou mesa. Talvez seja isso. Fatores estes que contribuem para a formação da sociedade que temos. Bem como as transformações passadas por elas. Não vemos muito em nossa cidade. Pois a nossa realidade não se difere muito da realidade de Senador La Roque, Buritirana, Amarante... E por ai vai... “NESTA CIDADE harmoniosa, imaginada por muitos - sonhadores -, equilibram-se pobres e miseráveis. A polícia é republicana, famílias saem da pobreza, crianças vão à escola, a saúde é excelente, todos são iluminados, agricultores e industriais prosperam, abunda o crédito benfazejo, os negócios internos crescem e os empregos gerados? Nem se fala. Sobejam reservas, ninguém precisa pedir mais nada a políticos”.
Essa cidade pode ser mais uma das “Duas Joãolisboas” que podem existir, ou seja, a cidade em que a população vê e vive e o “jardim do Éden” que os políticos vivem e fazem questão de ver e se manter nele.