A prefeita Valmira, sua vice Leda Costa e os nove vereadores eleitos no último pleito tomaram posse em concorrida solenidade na Câmara Municipal de Colinas.
Antes, porém, o vereador Nonato Santos foi reconduzido ao cargo de presidente do legislativo municipal.
Valmira Barroso (ou Miranda, não se sabe como será chamada) foi eleita em condições adversas. Inelegível, o ex-prefeito Zé Henrique Brandão renunciou à candidatura dois dias antes das eleições.
Conforme manda a Lei, ZH foi substituído por Valmira, que até então não passava apenas de especulação sua possível candidatura.
Eleita sem fazer um discurso sequer, a nova prefeita herdará um município com as finanças razoavelmente em dia. Não se tem notícias de salários de servidores atrasados ou contas a pagar de fornecedores.
À prefeita, caberá dar posse aos aprovados em concurso público realizado no início deste ano e resolver o grande problema que se tornou a saúde de Colinas.
Espera-se ainda que cuide da cidade como se deve e que traga novos projetos que visem o desenvolvimento do Município. Condições para isso terão todas. Tem um deputado federal à sua inteira disposição, além da estreita relação que o clã Brandão tem com o governo do Estado.
O médico e ex-candidato a prefeito de Colinas, Antonio Carlos Oliveira, foi nomeado pelo prefeito de São Luís, João Castelo, novo diretor do Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II, em São Luís.
Profissional experiente e respeitado em todo o Maranhão, Antonio Carlos dirigiu por vários anos o Hospital Estadual Pam Diamante, onde desenvolveu importante trabalho em benefício do povo maranhense.
Havia muitos boatos com relação ao destino de Antonio Carlos. Comentava-se na cidade que AC, com base na relação de amizade que ele tem com o Secretário-Chefe da Casa Civil, Aderson Lago, iria dirigir o Hospital Carlos Macieira, em Colinas. O que não era verdade.
Dada a sua competência, não restam dúvidas de que o médico colinense fará um brilhante trabalho a frente de um dos hospitais mais problemático do Maranhão e que atende pacientes de todo o Estado.
O Juiz da 29ª Zona Eleitoral (Colinas e Jatobá), Marcelo Oka, marcou para esta semana a diplomação da prefeita eleita de Colinas, Valmira Miranda e de Jatobá, Ednaura Pereira, além de todos os vereadores eleitos e suplentes dos dois municípios.
Os eleitos de Jatobá serão diplomados no início da noite de hoje, dia 15. A prefeita Ednaura e sua vice, Francisca Consuelo, os vereadores e suplentes das duas coligações receberam seus diplomas nas dependências do ginásio poliesportivo da cidade.
Diferentemente de outros tempos, quando a diplomação de Jatobá era feita aqui mesmo, junto aos eleitos de Colinas, o juiz eleitoral optou pela realização do evento nas duas cidades em datas diferentes.
Na quarta-feira, dia 17, serão diplomados a prefeita Valmira Miranda, a vice Leda Costa e todos os vereadores e suplentes de Colinas. O evento será realizado no Plenário da Câmara Municipal da cidade, a partir das 18 horas.
Em Jatobá serão diplomados a prefeita reeleita Ednaura Pereira, sua vice Francisca Consuelo, os vereadores novatos Feliciana Lima, Moraeszinho, Prof. Seba e Roberto, os veteranos, Edmilson, Antonio José, Valdi da Taboca, Cutia e Louro Tibúrcio, além dos suplentes Nega Sanfoneira e Ivo Alcântara (Jatobá no Rumo Certo) e Das Dores e João Gato (da Frente de Libertação do Jatobá).
Já em Colinas serão diplomados a prefeita eleita Valmira Miranda, a vice Leda Costa, os vereadores de primeiro mandato Carlinhos Moreira, Júnior Costa, Gonçalo Neto, Sibito, Antonio do Sindicato e Walterly, e os veteraníssimos Nonato, Dr. Lima e Dra. Shâmia. Os suplentes são: Eliozilda Sá e Biné Moreira (Colinas não pode parar) e Régia Barroso e Ferdinand Torres (Unidos por Colinas).
Um grupo estimado em vinte pessoas – e não mais que isso – protagonizou uma das cenas mais deprimentes na manhã de ontem, dia 10, em frente ao Fórum de Justiça da Comarca de Colinas.
Segundo os organizadores, tratava-se de um movimento pacífico cuja finalidade era protestar contra a atitude do juiz da Comarca e da 29ª Zona Eleitoral que estariam “engavetando” ou “colocando pra dormir” os processos que correm contra a prefeita eleita Valmira e seu mentor, ZH, por abuso de poder econômico.
Trata-se de várias inverdades. Os líderes do movimento deveriam pelo menos saber e informar aos seus seguidores que tudo na justiça depende de prazos. E todos os processos que correm contra a coligação “Colinas Não Pode Parar” ou “Unidos por Colinas” estão correndo dentro de seus respectivos prazos.
A idéia inicial, segundo me disseram alguns organizadores, era colocar em praça cerca de cinco mil pessoas para protestarem. Porém, este número foi bastante reduzido e o ato reuniu apenas alguns gatos pingados que se revezaram num lenga-lenga sem fim e enfadonho bem típico dos que não sabem perder com o mínimo de dignidade.
Ao ser informado do movimento, o juiz Marcelo Oka determinou ao chefe de Cartório que fizesse uma relação de todos os processos que tramitam no Cartório e explicassem a situação de cada um aos organizadores.
A promessa de “taca” e chicotadas em alguns servidores do Fórum, bem como a de que poderiam até atear fogo nas dependências, caso não houvesse qualquer explicação, felizmente não foi cumprida.
O que algumas pessoas precisam entender e aprender de uma vez por todas é que em qualquer eleição há sempre perdedores e vencedores. Aos vencedores cabe governar sem olhar para trás; aos perdedores cabe se conformar e se preparar para a próxima. É como bem disse o próprio juiz certa vez: “só ganha eleição quem tem voto”.
O Juiz Marcelo Oka (foto), titular da Comarca de Colinas, vai presidir, no próximo dia 16 de dezembro, a partir das 08h00, Sessão do Tribunal do Júri para julgamento do mecânico Francisco Melo dos Santos. O réu é acusado de tentar contra a vida do policial militar Ricardo Moraes de Sousa.
De acordo com as informações constantes no processo, Francisco Melo, no dia 14 de outubro de 1995, por volta das 23 horas, na boate de nome Vale do Amanhecer, localizada no bairro Guanabara, tentou matar Ricardo com um tiro de espingarda, atingindo além do policial mais duas pessoas.
Conforme relatado nos autos por algumas testemunhas, havia uma rixa entre o policial e o mecânico quando, acidentalmente, poucos meses antes do acontecido, Francisco foi atingido por um tiro de revólver disparado pelo policial. Aí, logo depois de recuperado e na primeira oportunidade, tentou se vingar do militar.
A sessão acontece nas dependências do Plenário da Câmara Municipal de Colinas e terá ainda a atuação do promotor de justiça Dr. Lindonjonson Gonçalves, da Comarca de Presidente Dutra, respondendo por Colinas. O advogado Sezostris Francisco Paé Lima vai atuar na defesa do acusado.
Atenção suplentes das duas coligações das últimas eleições municipais de Colinas! A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem, quarta-feira, por unanimidade, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que aumenta em 7.343 o número de vereadores nas câmaras municipais do país, que havia sido reduzido em 8 mil vagas em 2004 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decisão confirmada em seguida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em maio, a Câmara aprovou a PEC, mas, para compensar, reduziu os repasses das prefeituras para as câmaras. A proposta, que vai agora para o plenário do Senado, aumenta em 14% o atual número de vereadores do país.
Mas o relator da proposta na CCJ, senador César Borges (PR-BA), desmembrou os trechos do aumento de vereadores da redução de despesas, criando uma PEC paralela para a última, a ser votada posteriormente. Os vereadores são contra a redução dos repasses, sob o argumento de que as câmaras não vão conseguir gastar menos com mais parlamentares. Em defesa de seu texto, Borges argumentou que não propôs nenhum aumento de despesa, apenas mantendo o atual.
A PEC institui 24 faixas de composição das câmaras de vereadores, com o objetivo de dar maior representatividade aos habitantes. A primeira faixa fixa o número de nove vereadores para municípios de até 15 mil habitantes. A última faixa determina o número máximo de 55 vereadores para municípios com mais de oito milhões de habitantes.
Pela PEC, cidades com até 15 mil habitantes elegerão nove vereadores; de 15 a 30 mil habitantes - 11 vereadores; de 30 a 50 mil - 13 vereadores; de 50 a 80 mil - 15 vereadores;de 80 a 120 mil habitantes 17 vereadores; de 120 a 160 mil - 19; de 160 a 300 mil - 21; de 300 a 450 mil - 23 vereadores; de 450 a 600 - 25 vereadores; de 600 a 750 mil - 27; de 750 a 900 mil - 29; de 900 a 1,05 milhão - 31.
Colinas, com quase 40 mil habitantes, está na faixa dos 13 vereadores. Isso quer dizer que, se aprovada em plenário a PEC, os suplentes Eliozilda Sá, Biné Moreira Lima e Joel Nunes Pereira, da coligação “Colinas não pode parar”, dependendo do coeficiente, das sobras e somas de votos; e Régia Barroso e/ou Ferdinand Torres da “Unidos por Colinas”, podem assumir ainda na legislatura que se inicia em 1º de janeiro, uma vaga de vereador em Colinas.
Fonte: www.senado.gov.br e Décio Sá
O Maranhão inteiro não fala noutra coisa se não da provável cassação do diploma do governador Jackson Lago pelo TSE e na conseqüente diplomação da segunda colocada, a senadora Roseana Sarney.
O argumento utilizado pela coligação “Maranhão, a força do povo” da candidata derrotada para pedir a cassação do governador e seu vice é o de que Jackson, para se eleger em 2006, fez uso da máquina do Estado através dos vários convênios celebrados com vários municípios de prefeitos aliados.
Que isso aconteceu, disso ninguém tem qualquer dúvida. Colinas, Jatobá, Codó, Caxias e outros tantos municípios foram todos agraciados pelo derrame de dinheiro patrocinado pelo governador José Reinaldo.
O que me deixa chateado é ver um monte de idiotas pregarem em todos os meios de comunicação e em jornais ainda atrelados ao antigo sistema reinante no Estado, que isso, os convênios, foram a coisa mais abjeta do mundo. Não foi abjeta e não foi nenhuma novidade. Zé Reinaldo e Jackson não inventaram a roda.
Desde que o Estado passou para o domínio da família Sarney e passamos a ter eleições direta para governador que a coisa funciona dessa forma. Vejamos: em 1986, quando o então candidato Epitácio Cafeteira foi eleito governador do Estado sob as bênçãos da família real maranhense e do governador Luiz Rocha, derrotando o senador João Castelo, o derrame de dinheiro foi igual ou pior.
Em 1990 João Castelo, surfando na onda Collor, derrotou Lobão no primeiro turno e parecia imbatível. Foi então que no segundo turno o governador-tampão João Alberto de Sousa abriu as torneiras de dinheiro do Estado e virou a eleição a favor de Lobão no segundo turno.
Em 1994 foi a mesma coisa. Cafeteira já era o virtual governador eleito do Maranhão, derrotaria ninguém menos que a princesa herdeira do trono, a deputada federal Roseana Sarney. Aí, o governador de direito Ribamar Fiquene, sob o comando do governador de fato Fernando Sarney fizeram a mesma coisa: saíram por aí comprando prefeitos a torto e a direito. Sem falar que aquela eleição nunca me desceu à goela. Que ali houve fraude não resta qualquer dúvida!
Em 1998 foi a mesma coisa. Roseana foi reeleita sem fazer sequer um comício. O maridão, Jorge Murad, governador de fato, tratou de cooptar todos os prefeitos do Estado da forma que bem entendeu, quer seja via intimidação, quer seja comprando-os a todos.
Em 2002 a mesma coisa. Roseana concorre ao senado e a contra-gosto indica seu vice, Zé Reinaldo, para concorrer à primeira cadeira do Palácio dos Leões. E sob as bênçãos do erário público, dos rios e rios de dinheiro derramados (alguém aí ainda se lembra daquele aviãozinho cheio de dinheiro que foi pego saindo de São Luís para o interior do Estado?), Zé Reinaldo, com a ajuda do dinheiro e uma mãozinha do Ricardo “Trator” Murad, foi eleito governador no primeiro turno.
Zé Reinaldo elegeu Jackson em 2006 utilizando dos mesmos mecanismos que a oligarquia sempre usou para eleger seus governadores. ZR sabia o caminho das pedras, não fez nada de novo.
No Maranhão e em todo o Brasil a coisa funciona dessa forma: prefeitos e governadores, sem exceção, fazem sim uso da máquina pública para se elegerem ou eleger seus sucessores. Negar isso é hipocrisia!
Querer inventar, dá uma de santinho e dizer que Jackson não é um governador legítimo é babaquice de quem o faz. Jackson é tão legítimo como o foi Roseana, Cafeteira, Lobão, Zé Reinaldo, etc.
Ilegítima será Roseana se assumir o governo do Estado sem ter tido a maioria dos votos de nós maranhenses.
Ilegítima será uma possível volta do todo poderoso Jorge Murad ao comando do governo do Estado. Tudo bem que Aziz e Aderson não são santos, mas comparados a Murad, falta só o altar para colocá-los.
Ilegítimo será o TSE cassar o mandato de um governador só pelo simples fato de que o maior interessado nessa história, o genitor de Roseana, é influente e pode fazer o que bem quiser na vida. Até passar pela vontade soberana do povo.
Se Jackson está sendo um governador medíocre e frustou algumas expectativas, que esperemos 2010 chegar para lhe darmos o troco, mas daí querer empossar no cargo via tapetão a senadora Roseana, isso já é demais.
Apesar das duas últimas edições não ter sido transmitida pela televisão, o leilão da Estância Jasdan, em Paraopeba, que acontece todo mês de junho, logo após a Expozebu, é um leilão bastante prestigiado e com grande freqüência de criadores brasileiros e de vários paises da América Latina. O leilão da Jasdan, idealizado por Onofre Ribeiro, criador que imprime em seus eventos vários tipos de performances, lançou no mundo dos comentaristas de leilão o criador Antônio José Dourado de Oliveira (foto à esquerda), criador de Gir no município maranhense de Colinas, na fazenda Rancho do Ipê.
Dourado, como é conhecido, também é um grande conhecedor de Gir e trás uma forma própria de exercer o trabalho de comentarista, começando pelo sotaque nordestino e a habilidade de falar, conquistada nos vários anos no exercício da profissão de promotor público. Eloqüente, Dourado ainda enxerta seus comentários com vários ditados populares, que o torno uma atração a mais aos assistentes do leilão.
Dourado ainda não fez um leilão inteiro transmitido por televisão, mas não terá dificuldades de enfrentar os holofotes da telinha, a julgar pelo seu desempenho nos leilões de recinto.
Fonte: www.girbrasil.blogspot.com
De 29 de novembro a 08 de dezembro Colinas festeja sua Padroeira, Nossa Senhora da Consolação. Como acontece há vários anos, todo o comércio da cidade fica em alvoroço com a quantidade de transeuntes e demais visitantes de cidades próximas que vêem para Colinas não apenas para rezar e pagar promessas, mas também para curtir as festas tão comuns nesse período.
Além das missas diárias, novenas e outras manifestações religiosas, o público se diverte todas as noites na super tenda armada na beira-rio de nome “Caldeirão da Milênio”, uma espécie de sucursal da boate de mesmo nome que fica localizada no bairro Guanabara.
Ao som da equipe colinense “W Som”, que anima todas as festas da cidade, a noite parece não ter hora pra terminar. Hoje a animação fica por conta da banda “Capetinhas do Forró”, já conhecida do público colinense.
Paralelo ao “Caldeirão da Milênio”, há ainda a “Tribus Eventos”, casa de shows também localizada nas proximidades da avenida Beira Rio que no domingo trará a banda de forró “Sacode”, e na segunda a cantora piauiense que caiu no gosto do colinense, a Sthephanny (assim mesmo com esse monte de letras).
Pra quem gosta, boas festas!
Abaixo um belíssimo texto extraído do Blogue do Colunão (Walter Rodrigues) sobre o meu amigo e pessoa mais íntegra que conheci na vida, o advogado e analista do TCU, Danilo Reis, morto em 31 de outubro deste ano.
Danilo Adelwal Mendes Reis, que no próximo dia 31 completa um mês de falecimento, batia e rebatia sempre no mesmo ponto: para que haja honestidade, é preciso haver transparência nos negócios públicos.
Analista de controle externo do TCU (Tribunal de Contas da União) no Maranhão, Danilo criou um blogue em 1987 só para ensinar como se pode obter informações que facilitem o combate à corrupção. Ainda está aqui, na Internet, no endereço www.dinheiropublico.com.br.
O que Danilo pregava está na Constituição, com outro nome: publicidade. A administração pública, diz o artigo 37, “obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade...”.
Infelizmente a palavra publicidade às vezes cheira mal como um rato morto. Faz lembrar essa avalanche de anúncios abertos ou encobertos com que os governos compram a consciência da mídia venal e que no mais da vezes, pelo menos no Maranhão, não servem para nada de bom. Pois aqui são poucos os que respeitam esse outro mandamento constitucional (também do art. 37):
“A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.
Se foi assim que fizeram ou fazem Roseana, Zé Reinaldo, Jackson ou Tadeu, se dedicaram ou dedicam a maior parte da verba publicitária a campanhas “de caráter educativo, informativo ou de orientação social”, sem nada que cararacterize a promoção pessoal de governadores, prefeitos, secretários etc, então vamos bem. Ou seja: vamos mal, e ainda estamos pior agora que nos tempos de Roseana,
Basta pensar nessa artigalhada semanal, “Palavra do Prefeito”, “Palavra do Governador”, espalhada em cinco ou seis jornais e paga ostensivamente com dinheiro público. Pois acredite que um certo juiz ainda teve a coragem de declarar que tais abusos se amoldam ao artigo 37 como o punhal na bainha, traduzindo justamente o “dever de informar”. E por aí foi, juizando como bem entendeu, na maior.
Por isso Danilo não dizia “publicidade”, preferia transparência, palavra mais exata e menos desmoralizada. Queria que ela servisse ao “controle popular do dinheiro público”, única maneira de impedir que continuem desviando, desperdiçando, roubando.
Hoje em dia, aliás, com a internet e outras facilidades, a transparência é mais fácil de praticar e até tem aumentado em várias estados e com certeza no Governo Federal. Começa que você não vê um anúncio federal em que Lula (ou FHC, antes dele) apareça inaugurando uma escola, abraçando criancinhas ou recebendo o embaixador de Camarões. Isso só se vê em estados progressistas como o Maranhão. Em compensação, até hoje a prefeitura de São Luís não pôs o Diário Oficial do Município (DOM) para consulta na Internet. Pra quê? É da conta do povo?
Danilo jamais se enganou quanto a isso. Num de seus artigos, desfechou o seguinte:
“Só uma explicação é possível para tão pouca transparência do Estado brasileiro: a possibilidade de acesso da população às informações da aplicação do dinheiro público que apavora o governante que teme ver afrontado o seu poder pelo poder que possa passar a ter o cidadão a partir desse acesso.”
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