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Sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Tuntum/ Deusimar Lobão

Tuntum/ Deusimar Lobão

Construção de delegacia paralisada há mais de três anos está em ruína.

Sábado, 23 de janeiro de 2010

O projeto inicial era construir uma nova delegacia que desse mais segurança e que fosse um pouco mais afastada do centro da cidade, porém á idéia e o projeto ficaram no meio do caminho com a não conclusão da obra pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Cidadã, sobre o então comando secretária Eurídice Vidigal, que na época havia desenvolvido um projeto de construção de delegacias pelo interior.

O então prefeito Cleomar Tema, uma vez interrogado por mim sobre a paralisação da obra, disse-me que os recursos haviam sido suspensos sem nenhuma explicação e que todo o projeto era de responsabilidade do governo, não do município. A obra que está localizada no final da Avenida Seabra de Carvalho, no Bairro Luisão já está levantada faltando a cobertura, portas e os serviços de acabamento que é o mais importante numa construção. Em razão do abandono nesse longo período ela já aparenta sinais de desmoronamento.

A conclusão da obra seria uma prioridade para a segurança pública do município para evitar ou minimizar as constantes fugas de presos, principalmente de média e alta periculosidade, alguns até de cidades circunvizinhas.

Postado por BLOG DO LOBÃO às 16:52

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Com lisura sai resultado do concurso público de Tuntum

Quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

De alegria e tristeza, não de decepção, esta é a imagem dos candidatos aprovados e reprovados que participaram do concurso público realizado no município dia 13 de dezembro do ano passado com a emissão do resultado na tarde de ontem pela fundação credenciada. A ‘torcida do contra’ jurava que iria haver maquiagem no resultado apostando na aprovação dos membros da família do prefeito, primeira dama e amigos, mas caíram do cavalo, está comprovado que houve total lisura desde o início das inscrições.

Conversando agora pela manhã com alguns participantes do certame, perguntei lhes sobre o que acharam do resultado, meio engasgado um me afirmou que embora não tenha sido aprovado não tem o que falar. Irmãos, sobrinhos, primos, cunhados e outros parentes do prefeito e da própria primeira dama não lograram êxito e ficaram de fora da relação, todos na iminência de perderem seus cargos a qualquer momento com o ingresso dos concursados.

Entre os muitos aparentados e membros da extensa família foram aprovados com chances reais de serem chamadas apenas uma filha e uma sobrinha do prefeito, um dos irmãos alcançou uma colocação indesejada de número 74, dez posições distantes do número real de vagas. Filhos e parentes de figurões políticos também ficaram só na saudade vendo a comemoração de muitos, que até então eram desacreditados. Na relação também é fácil encontrar nomes estranhos, são pessoas de outros municípios que obtiveram o mesmo sucesso apostando na transparência.





 


SETE ANOS SEM O ADVOGADO DOS POBRES

Sábado, 16 de janeiro de 2010

Há exatos sete anos Tuntum perderia um de seus cidadãos mais ilustres, Júlio do Nascimento Dantas, que mesmo sem ter nascido nesta terra soube como poucos prestar tão relevante serviço a este município.

Homem íntegro, de conduta ilibada, bom esposo, pai exemplar, Julio Dantas foi antes de tudo amante do conhecimento, traço marcante de sua personalidade e que lhe oportunizou intensa participação na vida política e social de Tuntum.

Nascido em 19 de junho de 1930 na localidade Jacus, no colonial município de Oeiras, estado do Piauí, o menino de família humilde partiu ainda jovem para Oeiras com o objetivo de estudar, onde também aprendeu o ofício de sapateiro.

No início dos anos cinqüenta, resolve tentar uma vida melhor aqui na Mata do Japão, região muito visada por migrantes de outros estados nordestinos, especialmente cearenses e piauienses. Depois de uma breve estada em São Domingos do Maranhão, resolve vir para Tuntum em1953, por influência de um irmão já residente em Tuntum.

Aqui inicialmente, exerceu sua profissão de sapateiro e três anos mais tarde (1956) se casaria com Bianor Vieira Dantas, com quem teve oito filhos: Djalma, Djânia, Djalmir, Djair, Júlio Jr, Delânia, Júlia e Orestes. Prole que nunca contaram com um pai de grande poder aquisitivo, mas deixou-lhes o legado do amor ao conhecimento.

Após a instalação do município e com a criação da Delegacia e Cadeia Pública, Júlio Dantas passou ao posto de escrivão da mesma, até 1963 quando logrou êxito nas eleições municipais, conquistando uma cadeira na Câmara Municipal, cargo que exerceu sucessivas vezes até o ano de 1977. Destacou-se como um dos mais atuantes edis. Também nesse período (1964) ajudou a protagonizar um dos fatos mais marcantes da história política de Tuntum, pois fora um dos vereadores depostos juntamente com o prefeito Luiz Gonzaga, durante o macabro plano do Deputado Ariston Costa de controlar o município. Mas foram reintegrados aos seus cargos em pouco mais de um mês.

Voltando Júlio Dantas às atividades normais e ao prosseguimento de seus estudos, o que lhe rendeu no final de 1972 o direito de advogar. O mesmo não freqüentou os bancos das universidades, mas através de um curso à distância e com posterior realização e aprovação em exame, adquiriu tal mérito, concedido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Maranhão, conforme o dispositivo no art. 63 § 3º da Lei 4125 de 27 de abril de 1963, para o cargo de advogado provisionado.

Profissão que exerceu com amor e dedicação até os seus últimos dias. Lembro-me de uma declaração feita durante as homenagens fúnebres, pronunciada pelo juiz de direto Dr. Simeão Pereira e Silva que após memorável discurso enfatizou: “Júlio Dantas foi antes de tudo, o advogado dos pobres”, merecida homenagem de outra ilustre personalidade, que por outro lado, não amenizou o sentimento de tristeza dos familiares e amigos devido ao esquecimento relegado ao nosso eterno advogado pelas autoridades políticas durante sua luta contra o câncer. É mais cômodo homenagear pós-morte. Drº Júlio Dantas merecia mais e em vida.

Recebeu o título de cidadão tuntuense em 1994, quando fazia parte do grupo da situação. Durante a maior parte de sua vida pública Júlio Dantas esteve ao lado dos Gonzagas da Cunha, porém não se sentindo valorizado resolveu deixar o grupo Labigó, passando ao grupo de oposição, os Cobras. Adotou como afilhado político na campanha eleitoral de 2000, o jovem Alan Noleto, o vereador mais jovem da história do município que se elegeu com expressiva votação. Assim, todos os anos de dedicação e luta ao lado daqueles se apagaram.

Em 1998, foi eleito destaque do ano na categoria – Profissional Liberal, prêmio concedido pela FIPPE.

No ano de 2002, pouco antes de sua morte, a extinta TV Tuntum, concedeu-lhe prêmio semelhante. O leitor pode até achar contraditório, mas em determinadas circunstâncias não há como se negar o mérito.

Uma de suas importantes obras foi a criação do Conselho de Mobilização Social de Tuntum, uma espécie de organização, na qual buscava prestar assistência social e jurídica aos associados, em geral eleitores do grupo de oposição que se sentiam discriminados pela gestão labigó. No entanto, tal instituição não alcançou os resultados esperados.

No dia 27 de maio de 2002 seria vencido pela doença, após muito resistir, deixando esposa, filhos, amigos, admiradores. Atualmente, o plenário da Câmara Municipal recebe o seu nome.

Espera-se ainda que se faça justiça condizente com a memória desse baluarte da história política e social de Tuntum, que na data de seu falecimento e no dia do Profissional Liberal o TUNTUM EM FOCO presta esta humilde homenagem.

Por Gean Carlos Gonçalves


Novos donos assumem cartórios em Tuntum

Quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

               Não houve resistência na transição dos novos donos de cartórios em Tuntum, tanto no primeiro como no segundo ofício, como vem acontecendo em alguns cartórios do interior e da capital do estado em que os antigos donos se negam a repassar o acervo (livros e documentos) público existente.                 A primeira mudança aconteceu no segundo ofício com o ingresso da dona e tabelioa Acácia Lima Figueira e a saída de Arnoldo da Silveira Leda. A nova titular é mineira da cidade de Montes Claros. Acácia afirmou que é apaixonada pelo Maranhão e depois que passou no concurso visitou Tuntum e também se apaixonou pela cidade. ‘Vim decidida pra morar aqui, inclusive já trouxe até meus pais’, disse a tabelioa.                 O novo tabelião do primeiro ofício Paulo de Tarso Guedes Carvalho é natural de Paraibano, Maranhão. Ele me informou que em primeiro plano irá informatizar totalmente os trabalhos do cartório. O ato de transferência aconteceu na tarde de ontem. O cartório do primeiro ofício pertencia a família Borges e Araújo há mais de 30 anos Desde a promulgação da última Constituição Federal, em 1988, para ocupar o cargo de dono de cartório é preciso ter aprovação em concurso público.  


Roseana atrai adversários e chateia aliados

Sábado, 9 de janeiro de 2010

Está a maior confusão entre os aliados da governadora Roseana Sarney (PMDB). Motivo: antigos adversários estão prestes a assumir o apoio ao governo.

Na lista estão os prefeitos de Caxias, Humberto Coutinho; Biné Figueiredo (ambos PDT), de Codó; e o ex-prefeito Cleomar Tema (PSB), de Tuntum. Todos já conversaram com Roseana. O prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa, aderiu ainda no ano passado quando deixou o PDT e se filiou no PMDB. Todos foram fundamentais na eleição de Jackson Lago (PDT) em 2006.

Como se sabe, a governadora vem mantendo boas relações com os prefeitos tucanos João Castelo (São Luís) e Sebastião Madeira (Imperatriz), os maiores colégios eleitorais do estado.

Seria o fim da oposição? Pode até não ser, mas os opositores ao grupo liderado pelo senador José Sarney, se se confirmarem essas adesões, estará muito enfraquecido. A reeleição de Roseana seria uma barbada. Em tom de brincadeira diz-se até que poderia vencer por W X O.

No entanto, esses apoios irritam e deixam enciumados aliados de primeira hora da governadora. Depois de passarem sete anos (governos José Reinaldo e Jackson Lago) “debaixo de vara”, eles se sentem desprestigiados. Esperam pelo menos que os “velhos-novos” integrantes do grupo não estejam voltando ao time com status de general. Têm de se juntar à tropa como soldados.

A iminente adesão de Humberto Coutinho (foto) seria um dos principais motivos do deputado Flávio Dino (PCdoB) recuar em sua pretensa candidatura ao governo. O prefeito já teria dado até prazo para o aliado decidir sua vida sob pena de perder seu apoio a sua reeleição. O comunista ainda dá declarações de que é candidato ao governo apenas para se manter na mídia. Deve mesmo é buscar a reeleição para Câmara dos Deputados.

Diante deste cenário, o PSDB não teria outra saída: terá mesmo de lançar candidatura própria para criar palanque do governador paulista José Serra. O nome do deputado federal Roberto Rocha surge com força. Ele iria para o sacrifício novamente – em 2002 renunciou em favor de Jackson Lago, mas o eleito foi José Reinaldo Tavares (PSB).

Na verdade, busca uma saída honrosa para sua carreira política porque sua volta à Câmara é considerada muito difícil. Na carona do R$ 1 bilhão de convênios eleitoreiros distribuídos por José Reinaldo em 2006, o presidente do PSDB do Maranhão foi o deputado mais votado obtendo cerca de 140 mil votos. Agora, sem os convênios, não teria nem a metade desta votação.

É esse o cenário que se desenha para as eleições deste ano.

Blog do Décio Sá


Telefonia: pane da operadora Vivo já dura mais de 15 dias

Sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Estive ontem numa lanchonete e fui interrogado pela proprietária que me perguntou quando iria se normalizar a operação de telefonia móvel em nossa cidade. Eu disse que não tinha a menor idéia, mas que iria contactar a operadora com brevidade. Na manhã de ontem mesmo entrei em contato com um dos executivo da Vivo, o senhor Marcus Veras, filho de Tuntum, um dos responsáveis pela entrada dos serviços da operadora no município e hoje chefe dos serviços de expansão nos Estados do Ceará e Rio Grande do Norte.

A princípio comuniquei a ele o que estava acontecendo com os serviços da operadora. Marcus afirmou que há cerca de cinco dias já havia encaminhado a reclamação ao setor responsável da empresa que já tinha enviado os técnicos para resolver o problema. ‘Olha Deusimar, o problema, segundo os técnicos foi um equipamento que queimou ficando danificado por completo, mas eles me garantiram que já foi pedido um de Belém-Pa, e que estão agurdando chegar, para só assim os serviços voltarem a normalidade de antes’ disse.

O problema consiste na queda constante de sinal durante todo o dia deixando os usuários dos serviços chateados com a precariedade do sistema. Essa não é a primeira vez que isso acontece com a operadora aqui em Tuntum, já está se transformando em um fato corriqueiro sem que providências sérias sejam tomadas. Talvez a permanência do descaso com os usuários dure por muito tempo, já que não existe e nem há perspectivas da entrada de uma concorrente. A Operadora Claro ainda iniciou os trabalhos de implantação de sua torre, porém sem explicações, até agora, desistiu do negócio.

 


Cobrança exorbitante na conta de água provoca descontentamento na população

Quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A todo o momento consumidores da Companhia de Água e Esgoto do Maranhão (Caema) estão procurando o escritório da empresa pedindo esclarecimentos da última conta de cobrança que foi entregue com valores que se aproximam de até 200 reais. Residências que antes pagavam taxa mínima, equivalente a cerca de nove reais, receberam cobranças com valores acima de 40 reais. Hoje pela manhã fui até o escritório da companhia para me informar sobre a alteração generalizada sofrida na forma de cobrança. Um dos atendentes me informou que a orientação vem partindo do escritório central da estatal em São Luís e que os critérios mudaram, sendo utilizado no momento a medição por área construída, frente vezes os fundos do domicílio. Perguntei a ele porque o critério anterior mudou repentinamente sem que pelo menos a população fosse previamente avisada. Ele me informou que a cobrança de taxa mínima estava prevalecendo por uma decisão judicial, mas que essa decisão supostamente foi cassada pelo governo que imediatamente adotou um novo critério para quem não tem hidrômetro. Segundo o atendente, os consumidores queixosos podem optar pela instalação do hidrômetro que pode ser o melhor caminho. Mas ainda segundo ele, o consumo com hidrômetro requer muita disciplina, se não houver a situação poderá ficar mais complicada ainda, já que o aparelho é muito sensível. As residências de taipa, com uma só torneira ou que seus proprietários sejam comprovadamente pobres e até incluídos no Bolsa Família ficarão isentas do pagamento com a inclusão no programa Viva Água do Governo do Estado. O que entristece os consumidores tuntuenses não é somente a cobrança abusiva imposta para isentar uma pequena parcela da população com o novo programa, mas a precariedade do sistema que não oferece um abastecimento com normalidade. Há locais na cidade que a água chega somente depois da meia noite e de maneira lenta, quase que gotejando. A qualidade é outro tema bastante debatido. Sem uma estação de tratamento, em diversos locais, ela chega da cor de suco de buriti, completamente amarelada, com um excessivo grau de ferro na sua composição. Dessa forma vai ser difícil ingerir os novos valores cobrados, não?

 


Política: sem forças Cleomar Tema desiste de candidatura

Terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A desistência da candidatura de Cleomar Tema Carvalho Cunha a deputado estadual ainda não foi divulgada oficialmente pelos meios de comunicação de massa, contudo não foi preciso, o boca a boca está se encarregando de fazer a divulgação que para uns é motivo de tristeza, para outros de alegria. A notícia está contagiando os seus opositores que preferem ver o seu maior rival político sem mandato e com suas forças reduzidas.

As especulações sobre a desistência da candidatura do ex-prefeito é o assunto do momento nas principais ‘rodas de conversas’ nos diversos lugares da cidade, desde a sede até o alto sertão. A versão mais comum é que Tema estava solitário e sem apoio, principalmente de alguns prefeitos da região que juraram dar irrestrita sustentação a sua candidatura, principalmente no período das vacas gordas quando Cleomar Tema era presidente da Famem. Com a ascensão de Roseana Sarney ao governo, sua então desafeta política, a plataforma de Tema começou a ser desestruturada com a aliança desses mesmos prefeitos e lideranças ao grupo da governadora que eram cativados por promessas promissoras.

Mesmo diante da delicada situação Cleomar Tema ainda insistia em dizer que sua candidatura estava de pé, pois ainda contava com o apoio do povo, em especial o de Tuntum, que realmente o tinha como candidato. A instabilidade política das lideranças do grupo a que pertencia, entre elas o deputado Flávio Dino, que em momentos posa de candidato a governador, em outro se tendência ao senado, talvez o tenha desestimulado definitivamente, obrigando ainda a procurar um ninho mais quente e protegido, o do ‘inesperado’ Grupo Sarney, aquele que no passado lhe afagou, depois lhe ‘odiou’.

Com a volta de Tema a antiga casa paterna o cenário político em Tuntum volta a ganhar novos contornos. Para Roseana a volta de Tema ao grupo pode significar um bom impulso no seu projeto de reeleição na região, para a oposição, com certeza, a notícia não agradou. Talvez no epicentro do ‘cataclismo’ emocional esteja o ex-prefeito Pires Leda e lideranças de seu grupo que sempre foram Roseana desde criancinha, e esperaram muito tempo pelo bom momento que vinham vivendo harmoniosamente sobre a tutela do governo. O medo é que Tema volte a ser o centro dos holofotes ofuscando a imagem de quem estava em crescimento. Distante de qualquer comentário e livre de qualquer suspeita está o prefeito Chico Cunha, considerado por Ricardo Murad, homem forte do governo, como intocável diante de qualquer situação e o principal representante do município no governo, já credenciado pela própria governadora Roseana Sarney.

 


TUNTUM: a fraude de 1958 e os ecos da República Velha

Domingo, 3 de janeiro de 2010

A primeira eleição para prefeito no município de Tuntum, foi marcada por um acontecimento que se tornaria um dos mais inusitados e obscuros de sua história política.

Criado, por força da lei nº. pela nº. 1362 de setembro de 1955, o jovem município desmembrado de Presidente Dutra, só realizaria suas primeiras eleições para prefeito em outubro de 1958, pois o governador do estado Eugênio Barros, embasado nos termos do artigo 6º, da lei nº. 269 de 31 de dezembro de 1946, nomeou o Sr. Isaac da Silva Ribeiro para o cargo de prefeito. Este ocuparia o cargo até a posse dos eleitos no pleito de 1958, a qual estava prevista para 31 de janeiro do ano subseqüente. Porém, apenas os representantes do poder legislativo municipal assumiria em sessão solene, a condição de primeiros vereadores eleitos pelo sufrágio universal dos cidadãos tuntuenses, foram eles os Srs.: José Pereira da Silva, João Patrício Gomes, Adão Gomes da Costa, Belchor Carvalho Souza, Antônio Fernandes de Sousa, José Costa Carvalho (Deco), Astolfo Seabra de Carvalho, Edésio Gomes Fialho e Marinho Gonçalves de Morais. Para a presidência da Câmara fora eleito o Sr. Astolfo Seabra, sendo escolhido Belchor Carvalho de Sousa para o cargo de vice-presidente e José Pereira da Silva para primeiro-secretário.

Com relação ao cargo executivo a situação permaneceria indefinida até o dia 07 de setembro de 1959, por conta de uma ação judicial movida, a partir da impugnação de urnas eleitorais dos povoados Belém (Barriguda), São Lourenço (Mucura) e São Miguel, após denúncia de fraude. Nesse intervalo de tempo assumiu a chefia do Executivo o então presidente da Câmara de vereadores, o já aludido – Astolfo Seabra.

Nessas eleições de 1958, pleiteavam o cargo de prefeito, Manuel Valente pela sigla da UDN e Ariston Léda pelo partido do PSB, estes promoveram uma disputa bastante acirrada, ambos valendo-se de consagrados artifícios que marcaram as promíscuas eleições da República Velha.

A Profª. Antonia Morais Gomes em – “Tuntum: uma década de emancipação política (1955-1965)” anota:

“Ocorrida a eleição de 03 de outubro de 1958 e passado a apuração o resultado para os cargos de prefeito e vice-prefeito ficou indefinido, atendendo a solicitação de impugnação dos votos das urnas dos povoados São Lourenço, Belém e São Miguel, proposta pelo candidato Manoel Valente de Figueiredo, permanecendo as mesmas dependendo da decisão do Tribunal Regional Eleitoral...”

A partir daí, começaria uma longa disputa no Tribunal Regional Eleitoral. Evidentemente, as partes interessadas procuram todos os meios para fazer prevalecer seus respectivos interesses, recorrendo-se principalmente, ao apoio de seus representantes na Assembléia Legislativa. Eram partidários da causa de Manoel Valente, o deputado estadual Manoel Gomes e o atuante deputado federal cordense Dr. Pedro Braga Filho e, advogando por Ariston Leda, o seu sobrinho – o jovem Eurico Ribeiro, que na época despontara como um dos mais promissores políticos do estado, inclusive ocupando o cargo de governador do Estado, na condição de interino.

Enquanto a situação não se definia a população aguardava ansiosa o resultado do processo, e naturalmente ao longo desse transcurso, surgiam e se consolidavam várias alegorias, sempre pautadas em informações distorcidas ou que só existiam no imaginário coletivo, dado a falta de acesso a noticias de fontes confiáveis.

Exposto deste modo pode-se assegurar que tais práticas ficaram aprisionadas no calabouço do passado e que só relutam em existir em nossa dispersa memória popular. Entretanto, a estrutura mental se insere num tempo de longa duração (tempo estrutural), de tal sorte, que artifícios tão repudiáveis relutam em sobreviver em pleno limiar do século XXI. Se não pela subtração de urnas eleitorais, foram por outras, não menos degradante da dignidade humana, a exemplo do abuso do poder econômico, do clientelismo, do mandonismo e de outros ismos.

Tuntum a exatos cinqüenta anos da primeira eleição municipal ainda ouve os ecos da República Velha.

Por Gean Carlos Gonçalves


Política: Câmara aprova projeto de plano de cargos, careira e remunerações dos servidores públicos municipal.

Quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Numa sessão extraordinária e em regime de urgência urgentíssima, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei, nº 843/2009, do Chefe do Executivo, que cria o plano de cargos, carreiras e remunerações. Estiveram presentes somente sete vereadores, já que Jesimiel Alexandre Costa trabalhando distante não pode comparecer imediatamente e Jaidran Fernandes Brito, que por mais uma vez deixou de comparecer em mais um debate polêmico. As duas comissões de Constituição e Justiça e Orçamento, Finanças e Gestão deram parecer favorável ao projeto.

Somente a vereadora Arteniza Kelly foi contrária à sua aprovação alegando não concordar com alguns itens inseridos em seu corpo. O vereador Magno Melo que foi também a tribuna defender a aprovação disse que alguns municípios vizinhos de Tuntum pagam um piso maior, porem a carga horária é de 40 horas trabalhadas, enquanto que no município tuntuense a carga é de 20 horas.

A representante do Sindsert (Sindicato dos profissionais em Educação de Tuntum), Antônia Morais disse que realmente municípios vizinhos pagam um piso melhor que Tuntum. Já o secretário de Educação, Antonio dos Reis Pereira afirmou que não só era um momento negativo, mas sim um ponto de partida e que ele não vai se perpetuar. O secretário acrescentou que o plano foi elaborado de forma rápida porque tinha que ser votado às pressas antes da conclusão de 2009. Conforme a mensagem do secretário a aprovação do plano é um bom começo para a categoria.



 


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