Os municípios haviam recorrido de decisões judiciais de primeira instância que concederam os pedidos dos pacientes.
Em julgamento nesta quinta-feira, 18, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça determinou aos municípios de São Luís e Araioses que concedam passagens e ajuda de custo para tratamento médico de dois pacientes da rede pública de saúde, cujos procedimentos médicos não são oferecidos no estado do Maranhão.
Os municípios haviam recorrido de decisões judiciais de primeira instância que concederam os pedidos dos pacientes e determinaram a concessão imediata dos recursos necessários para a realização dos tratamentos solicitados.
No município de Araioses, o pedido foi de um paciente idoso, acometido de câncer de próstata, com necessidade urgente de ser submetido a procedimento cirúrgico. A decisão do juiz foi mantida e o município obrigado a fornecer o valor necessário para a cirurgia, passagens, diárias e alimentação para o paciente e seu acompanhante.
Em São Luis, um menor de 15 anos de idade requereu recursos para manutenção de tratamento de hipoplasia medular, na cidade de Jaú/SP. O adolescente realizou transplante de medula óssea em julho de 2008 e desde então necessita realizar viagens periódicas à cidade paulista, onde é feito acompanhamento.
Os magistrados alegaram que a saúde é serviço público essencial, que não pode ser negado a nenhum cidadão e, quando o Estado não dispõe do tratamento, deve prover o deslocamento para a realização dos procedimentos.
Os recursos foram relatados pelo desembargador José Stélio Muniz (presidente da 3ª Câmara Cível), que seguiu parecer do Ministério Público e foi acompanhado no voto pelos colegas Cleones Cunha e Lourival Serejo.
O jornalista Elias lacerda revela em seu blog no Portal AZ, do Piauí, aliança política entre o deputado-com-direitos-políticos-cassados Chico Leitoa e o ex-secretário com pedido de prisão preventiva na Justça maranhense Weverton Rocha(foto).
Ambos são do PDT.
Segundo Lacerda, o apoio foi revelado pelo próprio Leitoa, em entrevista a rádio Maranhão FM.
Não deixa de ser uma aliança coerente. Assim como Weverton Rocha, Leitoa tem o currículum recheado de crimes. Tanto que perdeu os direitos políticos por conta de alguns destes crimes.
Além disso, carrega nas costas a suspeita de ter mandado matar o radialista Jorge Vieira, em Timon, há mais dez anos, crime este nunca devidamente esclarecido pela polícia.
Com informações Marco d"Eça
COMÉRCIO DE DECISÕES JUDICIAIS NAS ELEIÇÕES 2008
Um assessor do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão já pediu, esta semana, à Justiça Federal informações sobre as investigações que o envolveriam
POR OSWALDO VIVIANI
Numa semana em que mais dois juízes maranhenses – José de Arimatéia Correia Silva (5ª Vara Cível) e Megbel Abdalla Tanus Ferreira (4ª Vara da Fazenda Pública) – juntaram-se a Abrahão Lincoln Sauáia (6ª Vara) e foram afastados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para responder a processos administrativos por um rol de irregularidades, tornaram-se mais fortes os sinais de que outra seara da Justiça maranhense – a eleitoral – também é alvo de investigações, não do Conselho, mas da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF). Juízes e assessores estariam na mira dos órgãos investigativos. Um assessor do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) já pediu, esta semana, à Justiça Federal informações sobre as investigações que o envolveriam.
O trabalho da PF e do MPF começou no início de 2009, depois que o desembargador Antonio Fernando Bayma Araujo – decano (mais antigo) do Tribunal de Justiça do Maranhão – denunciou o “comércio de decisões judiciais” nas eleições de 2008. Disse à época o desembargador: “Vimos uma eleição conturbada, notadamente na parte das posses e diplomas. Sabia-se quem ia ser diplomado. Meia hora depois de um [prefeito] ser diplomado, vinha decisão do mesmo juiz [que autorizara a diplomação] voltando atrás. Chegou-se até a presenciar publicamente no [âmbito] eleitoral a parte dizer na cara do juiz: ‘Devolva o meu dinheiro, devolva o meu dinheiro’. Um escândalo jamais visto!”.
Após as declarações de Bayma, a seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ingressou com uma representação na Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pedindo a apuração das denúncias. A mesma representação foi protocolada na Procuradoria Regional da República, na Corregedoria do TRE, na Corregedoria do TJ-MA e na Superintendência da Polícia Federal.
Na ocasião, o TRE-MA, então presidido pela desembargadora Cleonice Silva Freire, e que tinha a desembargadora Nelma Celeste Souza Silva Sarney Costa (cunhada do senador José Sarney e tia da atual ocupante do governo maranhense Roseana Sarney) como corregedora, divulgou nota informando que “cópias das matérias jornalísticas que abordaram o assunto [as denúncias] foram encaminhadas ao [então] corregedor geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desembargador Felix Fischer” e que “o TRE-MA não possui competência para investigar os seus pares”.
Agora, pouco mais de um ano depois das denúncias de Bayma Araujo, são fortes os indícios de que a primeira fase das investigações – que correm em segredo de Justiça – está sendo concluída. Fala-se até que estaria sendo articulada uma operação da Polícia Federal no TRE-MA com a finalidade de cumprir mandados de prisão temporária e apreender documentos e computadores.
Petição de assessor – Um dos assessores mais antigos do Tribunal, George Antonio Barcelos Silva, já entrou, por meio de seu advogado Maurício Tadeu Dias Pereira (OAB 7590), com um pedido de obtenção de informações sobre uma eventual investigação que o atingiria.
A petição chegou ao juiz substituto da 1ª Vara Federal, Ivo Anselmo Höhn Júnior, no dia 4 deste mês, gerando o processo 2010.37.00.000989-8. Na sexta-feira, 12, o despacho do juiz Höhn Júnior sobre a petição foi publicado no Diário Oficial da União: “Intime-se o requerente, por intermédio de seu advogado constituído, para tomar ciência das certidões emitidas pela secretaria da 1ª Vara e pelo sistema informatizado desta Seção Judiciária”.
George Barcelos é assessor do TRE-MA há cerca de 20 anos. Hoje trabalha com Sérgio Murilo de Paula Barros Muniz (membro da Corte na categoria de jurista, desde outubro de 2009), mas já assessorou outros integrantes do Pleno do TRE, como o juiz Luiz Gonzaga Almeida Filho (membro na categoria de magistrado, de maio de 2007 a maio de 2009); Carlos Santana Lopes (jurista, atuou no TRE-MA de julho de 2007 a julho de 2009); e Lourival de Jesus Serejo Sousa (dois biênios como magistrado efetivo: 2003 a 2005 e 2005 a 2007).
O JP tentou falar com George Barcelos na sexta-feira, 12, e ontem, 13, deixando dois recados na secretária eletrônica de seu celular, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria, às 12h de ontem.
Bayma criticou falta de ação das corregedorias do TJ e do TRE
Em entrevista à Agência Folha, em 16 de janeiro de 2009, o desembargador Antonio Fernando Bayma Araujo reafirmou suas denúncias anteriores, de que juízes maranhenses tiveram condutas “não recomendáveis” nas eleições de 2008. Ele disse que a Corregedoria do TJ-MA fez “corpo mole” para apurar as suspeitas de irregularidades e que houve uma “balbúrdia eleitoral no pleito sob comando da desembargadora Nelma Sarney [desembargadora corregedora do TRE-MA]”.
Depois das denúncias, o então corregedor-geral do TJ-MA, desembargador Jamil Gedeon Neto (atual presidente da Corte), enviou um ofício a Bayma cobrando formalmente dele os nomes dos magistrados com conduta irregular. Em resposta, Bayma disse que fez as colocações que haviam sido divulgadas “boca a boca”.
“Se tivesse provas, não ia denunciar para ele [corregedor]. Será que ele quer que eu mande uma bagagem [de provas] prontinha para fazer alguma coisa? Eu fui corregedor e qualquer coisa que chegava eu apurava”, disse Bayma à Folha Online.
Para o desembargador, a eleição de 2008 foi particularmente tumultuada no estado. “A balbúrdia eleitoral que houve no pleito sob comando da desembargadora Nelma Sarney [desembargadora corregedora do Tribunal Regional Eleitoral-MA]. Nunca vi uma eleição tão conturbada, tão bagunçada”, afirmou Bayma.
(Oswaldo Viviani e Folha Online)
Os corredores do TRE estão agitados. Tudo por conta de uma suposta operação da Polícia Federal (PF) contra assessores do órgão, advogados e até filhos de ex-integrantes do tribunal. A ação teria como motivação negociações de decisões durante as eleições passadas.
A deflagração da ação policial só estaria dependendo de uma ordem de um juiz federal do Maranhão. Nessa primeira fase, a operação não tem ninguém com foro privilegiado como alvo.
O blog teve acesso as informações através de advogados e funcionários da Corte Eleitoral. Um deles, inclusive, com receio de ser preso, está tentando ter acesso ao inquérito com base em decisão recente do STF. O caso corre em segredo de justiça. Pelo menos seis assessores e três advogados seriam alvo da ação policial.
O ano de 2008 foi muito contubardo no TRE. As sessões de julgamento de inelegibilidade de prefeitos e vereadores chegaram a entrar pela madruga. Vários fóruns foram incendiados no interior. Um dos episódios mais famosos foi aquele em que um prefeito teria pedido a devolução do dinheiro pago por uma sentença.
O caso chegou a ser comentado pelo desembargador Bayma Araújo em entrevista ao blog no início de 2009. Gerou um rebuliço dos diabos. Diante da polêmica, o decano do Tribunal de Justiça explicou ter apenas externado comentários que corriam de boca em boca e pela imprensa. Foi o bastante para a PF começar a entrar em ação.
Clique abaixo e ouça a entrevista de Bayma Araújo.
Com informações Décio Sá
No próximo dia 27 de fevereiro o Partido Social Liberal-PSL de Timon, realizará a sua Convenção Municipal das 14 às 17 horas, no Lions Clube de Timon, antigo Alvorada Clube, situado na Av. Viana Vaz, Centro.
Na convenção será realizada a votação para a escolha do novo Diretório Municipal que irá assumir os destinos do partido durante o biênio 2010 à 2012, bem como dos diretórios dos seguimentos PSL Mulher e PSL Jovem.
O evento contará com a presença de destacadas autoridades, entre elas, o presidente do PSL Municipal de Timon, Carlos Alberto Pereira de Oliveira (foto esquerda)e do vereador Eduardo Oliveira (PSL), além de outras importantes lideranças do PSL local e estadual.
(assessoria do PSL de Timon)
PSL Jovem de Timon define estratégia para o Biênio 2010-2012
No ultimo dia 19 de janeiro o Presidente do PSL Jovem Luciano Silva, esteve reunido com o vereador Eduardo Oliveira e alguns filiados, onde foram discutidas metas a serem atingidas no novo mandato no biênio 2010 à 2012, bem como, os feitos e realizações conseguidas no Biênio anterior.
O Presidente do PSL Jovem disse que já deu inicio ao processo de mobilização da juventude do Partido, no que diz respeito a sua organização interna, onde, será lançada uma campanha de filiação visando ampliar o número de militantes jovens da agremiação partidária.
(assessoria do PSL de Timon)
Com o mandato sub-judíce, o deputado estadual Francisco Rodrigues de Sousa, o Chico Leitoa, do PDT, perdeu em definitivo mandato, que vinha exercendo na Assembléia Legislativa, por conta da decisão do parecer da ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, negando prosseguimento ao recurso extraordinário de nº 561.902, através do qual buscava anular o indeferimento do registro de sua candidatura decretado pelo Tribuna Regional do Maranhão, nas eleições de 2006.
Com essa decisão da ministra Carmem Lúcia, Chico Leitoa deixa o mandato e em seu lugar assume o ex-deputado Luis Pedro, que abandonou o PDT depois de se indispor com o comando do partido exatamente em razão da ascensão de Leitoa ao mandato, que no seu ponto de vista estaria inviabilizado por conta do impedimento do indeferimento do registro de sua candidatura, agora confirmado pelo STF.
Chico Leitoa teve o registro de sua candidatura de deputado estadual as eleições de 2006 indeferido depois que a Procuradoria Eleitoral ingressou com pedido de impugnação decorrente da rejeição de prestação de contas pelo Tribunal de Contas da União quando exerceu o cargo de prefeito do município de Timon. Como o Tribuna Regional Eleitoral do Maranhão só julgou a impugnação do registro da candidatura depois de passado as eleições de outubro de 2006, Leitoa fez campanha e ficou como segundo suplente
Relatório de Inteligência produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, reforça as suspeitas de enriquecimento ilícito que pesam sobre o ex-deputado e ex-secretário Aderson de Carvalho Lago Filho, mais conhecido como Aderson Lago (PSDB/foto), tanto no governo Zé Reinaldo Tavares (PSB), quanto no período em que foi chefe da Casa Civil do governador Jackson Lago (PDT), cassado em 2009. Informação de fonte segura.
Pivô do escândalo Ópera Prima ― desvio de recursos da saúde pública do Maranhão para contas particulares em São Luís e no Rio ―, Aderson pode ser preso provisoriamente a qualquer momento. Depende de uma decisão da juíza Oriana Gomes, da 10a Vara Criminal.
Oriana pode entender que, sejam quais forem os indícios ou provas, prender o ex-secretário antes da sentença condenatória não é indispensável à instrução processual. Mas pode também considerar que ele responde a três outros inquéritos de corrupção: o do caso “Ópera Prima”, o da concessão irregular de passagens aéreas pela Casa Civil e o do fretamento indevido de aeronaves. Alcança R$ 10 milhões o desfalque apurado nos quatro inquéritos.
O requerimento de custódia do ex-parlamentar apresentou-se à juíza em dezembro, assinado pelos delegados integrantes da Comissão de Investigação de Crimes contra o Erário. Eles o indiciaram por formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva qualificada, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
Peculato organizado
Foi o Ministério Público quem acionou o Coaf, ainda em meados de 2009. O objetivo da auditagem financeira era apurar se Aderson e outros investigados por corrupção pela Polícia estadual movimentaram dinheiro ou adquiriram bens em valores incompatíveis com a renda declarada e se essas transações mostram alguma relação com os crimes de que são acusados.
A resposta é sim. Não apenas Aderson operou de forma suspeita, como aumentam os indícios de que seu “boom” financeiro de 2006 a 2009 proveio da subtração de recursos públicos repassados pelo governo Zé Reinaldo às prefeituras de Caxias e Mata Roma e outras entidades participantes do esquema peculatário.
Segundo a Polícia ― que neste ponto confirma versões disseminadas por políticos e outras fontes desde 2006 ― Aderson recebeu suborno de cerca de R$ 5 milhões para concorrer ao Governo do Maranhão na eleição daquele ano, exercendo o papel de “laranja”. Na gíria dos políticos, laranja é quem participa do pleito para ajudar outro candidato, geralmente de forma agressiva e em troca de vantagens materiais.
Não há dúvida quanto ao “laranjismo” de Aderson, que teve apenas 5% dos votos, mas ajudou a levar a eleição de 2006 ao segundo turno. O próprio saite oficial do deputado, em vários momentos da campanha, exibiu-se como uma espécie de comitê auxiliar do primo Jackson. Quanto ao dinheiro, a inteligência financeira do Governo Federal elimina as últimas dúvidas que alguém pudesse ter.
Dinheiro à vontade
As informações enviadas pelo Coaf ao Ministério Público do Maranhão em outubro do ano passado confirmam e detalham o seguinte:
1. Entre 1/9/2006 e 10/2/2009, compreendendo os governos Zé Reinaldo e Jackson Lago, foi depositado, em dezenas de operações com cheque e dinheiro, mais de R$ 1 milhão (exatamente R$ 1,08 milhão), numa conta bancária conjunta de Aderson Lago e de um dos filhos dele, Aderson Lago Neto, residente no Rio. Oficialmente, Aderson tinha renda mensal de R$ 15 mil.
2. Parte desse milhão (R$ 301,7 mil) proveio da firma Ópera Prima Produções Artísticas Ltda, do Rio, pertencente a Aderson Neto. Um certo Fábio Nogueira da Cruz Martins depositou outros R$ 180 mil.
3. No mesmo período de setembro/2006 a fevereiro/2009, Ópera Prima foi agraciada com R$ 839 mil, dos quais R$ 200 mil depositados pela firma P.R Cardoso, R$ 180 mil pela prefeitura de Pio XII e R$ 140 mil pela construtora gaúcha PedraSul, que tem filial no interior do Maranhão.
4. Pedro Ramos Cardoso, dono da firma individual P.R Cardoso, de Paço do Lumiar (MA) ― oficialmente dedicada ao comércio varejista de material de escritório ― emitia notas fiscais frias usadas por prefeituras do esquema para simular a aquisição de material médico-hospitalar e desviar recursos da Saúde pública em benefício de Aderson. Cardoso confessou à Polícia sua participação no crime.
5. Entre setembro de 2006 e dezembro de 2007, a PR Cardoso recebeu depósitos de R$ 936 mil, dos quais R$ R$ 549,6 mil da saúde municipal de Caxias (prefeito Humberto Coutinho), R$ 149,8 mil da saúde municipal de Luís Domingues (prefeita Creuza Braga), R$ 99,7 mil da associação Beneficente Cristã (ABC), de São Luís, e R$ 14,1 mil pela Prefeitura de São Luís (prefeito Tadeu Palácio).
6. Nesse périodo em que recebeu R$ 936 mil, Cardoso gastou pouco mais de R$ 1 milhão. Sacou em dinheiro R$ 612,5 mil (em 45 retiradas) e, emitindo cheques e fazendo transferências bancárias, deu R$ 200 mil à Ópera Prima dos Lago, outros R$ 140 mil a Rodrigo Lago (também filho de Aderson), R$ 30 mil ao escritório Abdon Marinho e Associados (do qual é sócio o próprio Rodrigo Lago) e R$ 50 mil à prefeita Creuza de Luís Domingues.
7. O Coaf auditou a conta pessoal de Creuza. Confirmou os R$ 50 mil da PR Cardoso e outros depósitos suspeitos, no total de R$ 103,8 mil, no coincidente período de 1/9/2006 a 21/1/2009.
8. Ainda mais vultosas e esquisitas são as movimenções da prefeitura de Mata Roma, outro reduto político de Aderson, na época dirigida pelo prefeito Lauro Pereira de Albuquerque, o Grachal (PDT). Destaca-se aí um certo Cledvaldo Veras Pereira, que recebeu um total de R$ 583,6 mil, parte do erário municipal, parte depositados em duas parcelas pela construtora Majovep. Outros beneficiários foram João Rodrigues Pessoa (R$ 219 mil), Fracisleide Coutinho Garrreto (R$ 110,9 mil) e Raimundo de Moraes Aguiar (R$ 291 mil).
É notório o envolvimento da administração Grachal com escândalos na manipulação de verbas da Saúde estadual. Tanto assim que os delegados do caso Aderson pedem não só a prisão do ex-deputado, mas também a de Grachal, a do vereador Besaliel Freitas Albuquerque, filho do ex-prefeito, e dos empresários Pedro Paulo Mendes Filho e Raimundo Nonato Martins. São acusados de furtar R$ 1,260 milhão de um convênio da Secretaria de Saúde para manutenção do hospital Tales Ribeiro Gonçalves, em Mata Roma.
9. A Prefeitura de Caxias, que abastecia a Ópera Prima dos Lago por meio da PR Cardoso, também realizou o que o Coaf classifica de “operação atípica” em favor de Ananda Construções e Comércio Ltda, cujos sócios são Antônio José Sousa Paiva ee Nara Silva porto Maciel.
10. Investigada pela Justiça de Timon (MA), a Ananda teve quebrado seu sigilo bancário. Verificou-se então que, entre 11/2/2004 e 9/3/2009, a empresa recebeu R$ 668,7 mil, dos quais R$ 377,3 mil do Governo do Maranhão, R$ 133,5 mil da Prefeitura de Caxias e R$ 24,9 mil da estatal Caema (Cia. de Águas e Esgotos do Maranhão). No mesmo período, a conta da Ananda registrou débitos de R$ 755,4 mil, dos quais R$ 55,9 foram transferidos para o deputado Antônio Carlos Bacelar Nunes (PDT).
Fonte: Walter Rodrigues
A Polícia de Timon na tarde desta quinta-feira, às 16 horas, no interior do Fórum da cidade, o estelionatário conhecido por Luis Roberto Laranja da Silva que tentou induzir o juiz Helio de Araújo Carvalho Filho lhe conceder um alvará sacar a quantia de R$ 2.235.000,00 (dois milhões e duzentos e trinta e cinco mil reais) de uma conta pertencente a uma pessoa residente no estado de Sergipe a título de cobrança. A prisão do estelionatário foi feita pelo delegado Michel de Sousa Sampaio, titular do 1º. Distrito Policial de Timon, que desde dezembro do ano passado vinha sendo monitorado.
De acordo com as informações preliminares repassadas pela polícia, o estelionatário faz parte de um bando que atua na área de cobrança e são especializados na falsificação de documentos tipo promissórias, as quais ele postulava executar judicialmente, mas a assinatura era diferente da pessoa contra quem pleiteava a cobrança, fato constatado no sistema de informação Infoseg e junta a própria vítima. O estelionatário além de portar documentos falsos, mentiu quando declarou a autoridade judicial que tinha endereço fixo em Timon, cuja informação também era falso, conforme apuração constatada pela investigação policial.
Com o estelionatário que se apresenta com o nome de Luis Roberto Laranja da Silva, mas os documentos que portam não são verdadeiros, a polícia encontrou bilhete de passagem aérea em que comprova que o mesmo veio de São Paulo e desembarcou em Teresina, para tentar resgatar a quantia de R$ 2.235.000,00 (dois milhões e duzentos e trinta e cinco mil reais) através de alvará que pleiteava junto a Justiça de Timon. O elemento foi preso em flagrante e está recolhido a Penitenciária Jorge Vieira, onde deverá permanecer até o final das investigações da polícia para desbaratar o bando criminoso especializado em extorsão.
O prefeito de Caxias, Humberto Coutinho (PDT), com o aval da mulher, a deputada Cleide Coutinho (PCdoB), fechou apoio à governadora Roseana Sarney (PMDB) nas eleições deste ano. Agora, ele está apenas procurando um jeito elegante de despachar o deputado Flávio Dino (PCdoB). Humberto foi levado esta semana pelo chefe da Casa Civil, João Abreu, para uma conversa oficial e definitiva com a governadora onde foi selado o apoio ao governo.
Para a imprensa o prefeito caxiense (foto), no entanto, ainda não quer entregar o jogo totalmente. “O que posso dizer é que as conversas estão bem adiantadas”, disse ele ontem ao blog quando almoçava no restaurante Cabana do Sol. O motivo é o relacionamento que mantém com o deputado comunista, com os ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e Jackson Lago (PDT), e o receio de represálias do PCdoB à candidaturta da mulher. Após a reunião com a governadora, Humberto agora conversa com secretários em busca de obras e serviços para Caxias.
Na verdade, a adesão aconteceu também por pressão de integrantes do grupo do pedetista em Caxias. Vários de seus partidários já se mostravam insatisfeitos em ter de se aventurar numa hipotética candidatura majoritária de Flávio Dino e José Reinaldo. Humberto tenta agora convencer o prefeito Kleber Tratorzão (São Domingos do Maranhão) a também apoiar Roseana. As conversas estão bem adiantadas.
Com isso o grupo do caxiense, que praticamente elegeu o comunista deputado federal em 2006, não estará mais com ele no pleito deste ano. O outro membro destacado daquele movimento é o ex-presidente da Famem e ex-prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB). Tema deve apoiar a candidatura do deputado-secretário Ricardo Murad (Saúde).
Aliás, no PSB, é grande a insatisfação com os rumos do partido. Membros da legenda acham que a agremiação pode praticamente sucumbir se ficar a reboque do projeto político do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Tavares (PSB), e do tio ex-governador José Reinaldo. Internamente, muitos socialistas já demonstram interesse em também firmar fileiras com Roseana.
A governadora Roseana Sarney deu um chega pra lá em Ricardo Murad, seu cunhado e secretário de Saúde. Tudo por conta da política em Coroatá.
Preocupada com a reeleição do ex-genro, deputado Carlos Filho, a governadora fechou acordo político com o prefeito de Coroatá, Luiz da Amovelar, maior adversário político da Ricardo Murad naquele município.
Amovelar aceitou apoiar Carlos Filho, em detrimento da deputada aliada Graça Paz, desde que fosse realizado convênio da ordem de R$ 15 milhões. A governadora topou.
Na primeira etapa a Secretaria de Educação despejou R$ 3 milhões nos cofres da prefeitura de Coroatá. Dias depois, a Secretaria de Infraestrutura depositou igual valor nas mãos de Amovelar.
Roseana determinou convênio, com repasse imediato, de R$ 3 milhões da Secretaria de Saúde para Amovelar. Ricardo Murad fincou o pé e não concordou.
O prefeito foi até a secretaria dirigida pelo seu adversário e soube que o empenho havia desaparecido. Logo comunicou o fato para a governadora.
Ao seu estilo, bastante irritada, Roseana mandou fechar as portas da Secretaria de Saúde até que todo o processo favorável a Coroatá fosse encontrado. Fou um Deus nos acuda!
Ao seu jeito, Murad ameaçou, mais uma vez, romper com a governadora. Roseana, do seu modo, topou a parada.
Ricardo Murad, já mais sóbrio, recuou e mandou que o empenho fosse agilizado. Amovelar deve receber nesta terça-feira os R$ 3 milhões.
E ainda ganhou mais um mimo: R$ 300 mil, depositados na quinta-feira na conta da prefeitura para bancar o carnaval.
A governadora usou como argumento para convencer o cunhado que não poderia jamais deixar sem mandato o pai de suas duas netas. Aliás, Carlos Filho não foi o responsável pela seperação com a filha de Roseana, Rafaela Murad Sarney, e é um pai sempre presente.
A governadora tenta costurar um acordo para Amovelar sair candidato a deputado federal e deixar a prefeitura de Coroatá para o vice, que é ligado a Ricardo Murad. O prefeito tem dito a amigos que não aceita por não confiar no grupo do seu adversário.
(Com informações Cardoso)
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